AGENTE OPERACIONAL·último ciclo: 27/04/2026
Parte VI · Cap 26
Revisão CríticaBaixar tratado
PARTE VI · GOVERNANÇA

25 · Conselho, Comitê Acadêmico e papéis

A última camada — quem assina o quê, e por quê. A arquitetura humana do agente é tão importante quanto a arquitetura técnica. Ambas existem para que a decisão sobreviva às pessoas.

25.0 · Governança colegiada como dispositivo anticaptura

A teoria de governança de instituições híbridas (Salamon, 2014; Cornforth, 2003) identifica três funções essenciais que precisam ser simultaneamente exercidas e mutuamente independentes: direção estratégica (para onde a instituição vai), validação metodológica (se o caminho é defensável tecnicamente) e execução operacional (como se chega lá). Quando essas três funções colapsam em um único corpo — modelo comum em fundações pequenas, em que o Conselho aprova método, estratégia e operação — instala-se o que Powell & DiMaggio (1991) chamam de isomorfismo coercitivo interno: as três decisões passam a refletir a preferência de quem detém a agenda, e a fundação perde a capacidade de discordar de si mesma.

A separação Conselho ↔ Comitê Acadêmico ↔ Diretoria Executiva é, portanto, arquitetura anticaptura, não organograma. Cada órgão tem legitimidade derivada de uma fonte distinta: o Conselho de mandato fiduciário (representa doadores e missão); o Comitê Acadêmico de competência técnica verificável (currículo, peer review, produção); a Diretoria de delegação operacional (contrato, métricas de desempenho). Quando os três discordam — e vão discordar — o conflito é produtivo: força explicitar premissas que, no modelo monolítico, ficariam tácitas.

Successful institutions are characterized by clearly defined boundaries, congruence between rules and local conditions, collective-choice arrangements, monitoring, graduated sanctions, conflict-resolution mechanisms, and minimal recognition of rights to organize.
Elinor Ostrom · Governing the Commons · 1990, p. 101

Os quóruns reforçados (2/3 para mudanças metodológicas; 4/5 para revisões de DAG) operam pelo mesmo princípio: tornam mudanças caras em capital político. Isso não impede mudanças necessárias — apenas exige que sejam defendidas em público, com argumentos que sobrevivam a uma minoria qualificada de oposição. É a aplicação do que Buchanan & Tullock (1962) chamaram de "calculus of consent": o custo de decisão deve crescer com o impacto institucional da decisão, não com sua urgência.

25.1 · Conselho · estratégia e autoridade

Aprovam: pesos do Score (anualmente), premissas estratégicas, relatório anual público, contratação/demissão do Diretor Executivo, mudanças no Estatuto e nesta arquitetura de governança.

25.2 · Comitê Acadêmico · método e rigor

Aprovam: revisões do DAG (trimestrais), thresholds dos gates, especificação econométrica do motor causal, base de dados primárias, novas arestas propostas pela equipe operacional.

25.3 · Diretoria Executiva · operação

Decidem: priorização operacional, contratação da equipe técnica, parcerias institucionais ordinárias, comunicação pública dentro do framework aprovado.

25.4 · Quórum e separação

  • Quórum Conselho: 2/3 (5 de 7) para mudanças metodológicas; maioria simples para deliberações ordinárias.
  • Quórum Comitê Acadêmico: 4 de 5 para revisões de DAG; 3 de 5 para ajustes de gates.
  • Separação Calibrador ↔ Conselheiro: institucional (estatuto) e operacional (sistema).
  • Mandato cruzado: membro do Conselho não pode ser do Comitê Acadêmico simultaneamente.
Most individuals affected by the operational rules can participate in modifying them. The presence of clear monitoring and graduated sanctions, by accountable monitors, is essential to long-term sustainability.
Elinor Ostrom · Governing the Commons · 1990, p. 90

25.5 · Conflito de interesse

Conselheiros e membros do Comitê declaram anualmente vínculos institucionais e financeiros relevantes. Quando uma deliberação envolve organização à qual o membro está vinculado, recusa-se voto e registra-se em ata. Recusa não desabilita membro — é prática rotineira.

agente-det.lovable.app/admin
GOVERNANÇA · PAPÉIS E QUÓRUNS
Admin · GovernançaArquitetura institucional · três órgãos · separação anticapturaCONSELHO7 membros · mandato 4aQUÓRUM2/3 metodologia · maioria simples ordináriaAPROVAMPesos · estatuto · DEVER ATASCOMITÊ ACADÊMICO5 membros · mandato 3aQUÓRUM4/5 DAG · 3/5 gatesAPROVAMDAG · gates · econometriaVER ATASDIRETORIA EXEC.DE + 4 coordenaçõesQUÓRUMdecisão operacional · 4-eyes em calibraçõesAPROVAMOperação · parcerias · comm.VER ATASPRÓXIMA DELIBERAÇÃO · D-2731/mai/2026 · Comitê Acadêmico · revisão de aresta Gini→OSCs (proposta)Quórum mínimo: 4/5 · Pauta enviada 23/mai · Documentos: 3 PDFs + DAG draftDECLARAÇÕES DE CONFLITO · CICLO 2026M. Silva (Cons.)Inst. Betarecusa em deliberações BetaR. Costa (Com.)FGV/CEPESPsem recusa · vínculo acadêmicoJ. Pereira (DE)Ex-BNDES Socialcooldown 12m · expira 09/2026
Fig. 25.2Tela /governanca — arquitetura institucional (Conselho · Comitê Acadêmico · Executivo) e princípio dos quatro olhos (four-eyes principle) aplicado a calibrações relevantes.
Fontes enriquecidas · curadoria editorial

Para aprofundar

Modelos de governança colegiada, separação de funções e princípios de Ostrom para instituições híbridas (academia + mercado + terceiro setor).
Acadêmica · 3
Regulatória · 1
Mercado · 2
6 fontes selecionadas · curadoria editorial mai/2026 · todos os links verificados na data