AGENTE OPERACIONAL·último ciclo: 27/04/2026
Parte V · Cap 16
Revisão CríticaBaixar tratado
PARTE V · MANUAL OPERACIONAL

16 · Tela /diagnostico · choropleth e quartis

O mapa nacional é a porta de entrada visual do agente. Ele responde, em 3 segundos, a uma pergunta executiva fundamental: "onde está concentrada a oportunidade?"

16.0 · O choropleth como ferramenta cognitiva, não decorativa

A literatura clássica de visualização cartográfica (Brewer, 1994; MacEachren, 1995; Slocum et al., 2009) trata o choropleth — mapa temático com áreas coloridas por classe — como um instrumento perceptualmente sensível: pequenas decisões sobre escala (sequencial vs. divergente), número de classes (3, 5, 7), método de quebra (quartis, jenks, intervalos iguais) e paleta (luminosidade vs. matiz) determinam o que o leitor literalmente vê. Tufte (2001) foi mais longe: visualização ruim não é apenas pouco informativa — é ativamente desinformativa, porque o cérebro humano confia no que vê antes de processar legendas.

A tela /diagnostico implementa um conjunto deliberado de escolhas: (i) escala sequencial de luminosidade (uma única dimensão de leitura — quanto mais escuro, maior o Score), evitando a ambiguidade de paletas divergentes; (ii) quartis em vez de quintis ou intervalos iguais (quartis igualam contagem por classe — útil quando o objetivo é comparar municípios entre si, não ler o valor absoluto); (iii) município como unidade-base (não estado, não região), com agregações disponíveis sob demanda. Cada escolha tem alternativas defensáveis; o que importa é que estejam documentadas e auditáveis.

The choice of color scheme should match the data type. Sequential schemes for ordered data, diverging for data with a meaningful midpoint, qualitative for nominal categories. Mismatches confuse readers and distort interpretation.
Cynthia Brewer · Color Use Guidelines for Mapping and Visualization · 1994

16.1 · Anatomia do choropleth

A tela /diagnostico divide o território nacional em quartis do Score Consolidado, pintando cada município numa de quatro cores. A escala é deliberadamente sequencial (não divergente): há uma única dimensão de leitura — quanto mais escuro, maior o Score.

Q1Score 0,00–0,25Q2Score 0,25–0,50Q3Score 0,50–0,75Q4Score 0,75–1,00
Fig. 16.1Convenção cromática dos quartis no choropleth nacional.

16.2 · Filtros disponíveis

  • Região — N, NE, CO, SE, S. Combinável com UF.
  • População — slider de 5k a 12M habitantes.
  • Componente — alterna entre Score, Sev, Via, Esc e Pro isoladamente.
  • Hash de execução — permite ver o mapa de calibrações anteriores.

16.3 · Leitura crítica de outliers

Outliers são oportunidades de validação, não problemas. Quando um município aparece em Q4 cercado de vizinhos em Q1, há três hipóteses ordenadas:

  1. Erro de dado — verificar fonte primária na tela /dados.
  2. Especificidade local legítima — desigualdade interna intensa, choque histórico.
  3. Limitação do DAG — falta uma variável que captura o que torna a vizinhança diferente.

16.4 · Exportações

O botão "Exportar" oferece três formatos: PNG (para slides), GeoJSON (para reuso técnico) e PDF executivo (com legenda, hash de execução e top-20 do quartil filtrado). Todo PDF carrega o hash no rodapé — é a peça auditável que vincula a imagem à calibração que a gerou.

Not only is it easy to lie with maps, it's essential. To portray meaningful relationships for a complex, three-dimensional world on a flat sheet of paper or a video screen, a map must distort reality.
Mark Monmonier · How to Lie with Maps · 2018, p. 42

Monmonier não condena os mapas — denuncia a inevitabilidade da distorção e exige que o cartógrafo seja explícito sobre quais distorções escolheu. No agente, essa explicitação é o motivo de mostrarmos o método de classificação (quartis), o número de classes (quatro) e a escala (sequencial, não divergente) no rodapé de toda exportação.

agente-det.lovable.app/diagnostico
DIAGNÓSTICO TERRITORIAL
DiagnósticoREGIÃO: TODASUF: —POP: 5k–12MCOMPONENTE: SCOREHASH: a3f2c918CHOROPLETH NACIONAL · 5.570 MUNICÍPIOSQUARTISQ1Q2Q3Q4TOP 20 · Q4#1Município A#2Município B#3Município C#4Município D#5Município E#6Município F#7Município G#8Município H#9Município I#10Município J#11Município K#12Município L
Fig. 16.3Tela /diagnostico — choropleth nacional, filtros operacionais e Top 20 do quartil ativo.

16.5 · Anatomia visual da tela /diagnostico

NAVDiagnóstico Estratégico TerritorialEXPORTARREGIÃOPOPULAÇÃOCOMPONENTEHASHTOP 20 (Q4)#1#2#3#4#5#6#7#8
Fig. 16.2Layout esquemático da tela /diagnostico — referência para localizar cada elemento ao lado do mapa real.

16.6 · Roteiro didático · 5 minutos com a tela

  1. 0:00 → 0:30 · Abra /diagnostico sem nenhum filtro. Note que o Sudeste e o Sul concentram cores do Q1–Q2 e o Norte/Nordeste o Q3–Q4. Já é uma narrativa.
  2. 0:30 → 1:30 · Aplique filtro Componente = Pro. O mapa muda dramaticamente — agora as áreas mais escuras estão no Sudeste/Sul. Esse é o "mapa do executável".
  3. 1:30 → 3:00 · Volte a Componente = Score e aplique filtro População < 50k. Aparecem clusters em municípios pequenos do MA, PI, BA — onde Severidade alta e baixa população combinam para gerar oportunidade ignorada por programas federais.
  4. 3:00 → 5:00 · Clique em qualquer município do Top 20 lateral. O painel mostra decomposição Sev/Via/Esc/Pro e link para a ficha completa. Esse é o ponto de transição entre "ver" e "decidir".
Fontes enriquecidas · curadoria editorial

Para aprofundar

Choropleth municipal e quartis. Curadoria revisada em mai/2026 com cartografia temática, fontes oficiais brasileiras e tutoriais didáticos em vídeo.
Acadêmica · 2
Dados públicos · 4
Mercado · 1
  • ColorBrewer 2.0
    Brewer, C. · 2024
    Paletas seguras para choropleth — aplicado nas escalas dos quartis.
7 fontes selecionadas · curadoria editorial mai/2026 · todos os links verificados na data